Ser membro de uma mesma família, é
ser obrigado de tempos em tempos, por convenção ou por simples decorrência da
natureza das coisas, a celebrar algo coletivo, e entre um velório ou um almoço
de domingo, ainda escolho o segundo, pois sempre haverá uma Tv, um celular, um
recém nascido ou mesmo um pet pra tornar a vontade de se estar junto mais prazerosa.
Os colegas de trabalho de qualquer
empresa não escapam à convenção familiar de celebrar pelo menos uma vez por ano
ao redor de uma mesa, claro, nada melhor do que uma confraternização de fim ano
pra não se restarem dúvidas de quem manda em quem, talvez este seja o porquê nos é
permitido levar as esposas e os filhos a estes eventos.
Pessoas que possuem interesse em
comum, tais como alunos de uma mesma turma, fieis de uma mesma igreja ou
prostitutas de uma mesma avenida, não comungam, coexistem, não existe justiça
na luta por um lugar ao sol da sobrevivência entre os iguais, pois isso é evidente
competição, e numa competição por mais éticos que sejam as regras sempre haverá
os valores do perdedor: à margem da rota do sucesso há uma variada turba de
fracassos.
Prefiro os encontros inusitados,
acredito naquele caráter que nos torna completamente desiguais nas relações que se constroem, nas reações
extremas das situações adversas nascem as virtudes, o heroísmo; a palavra comunhão
não comporta atuações impositivas, mas mesmo assim, ainda prefiro o almoço de
domingo.
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