terça-feira, 10 de novembro de 2015

Até o próximo Domingo.

Ser membro de uma mesma família, é ser obrigado de tempos em tempos, por convenção ou por simples decorrência da natureza das coisas, a celebrar algo coletivo, e entre um velório ou um almoço de domingo, ainda escolho o segundo, pois sempre haverá uma Tv, um celular, um recém nascido ou mesmo um pet pra tornar a vontade de se estar junto mais prazerosa.

Os colegas de trabalho de qualquer empresa não escapam à convenção familiar de celebrar pelo menos uma vez por ano ao redor de uma mesa, claro, nada melhor do que uma confraternização de fim ano pra não se restarem dúvidas de quem manda em quem, talvez este seja o porquê nos é permitido levar as esposas e os filhos a estes eventos.

Pessoas que possuem interesse em comum, tais como alunos de uma mesma turma, fieis de uma mesma igreja ou prostitutas de uma mesma avenida, não comungam, coexistem, não existe justiça na luta por um lugar ao sol da sobrevivência entre os iguais, pois isso é evidente competição, e numa competição por mais éticos que sejam as regras sempre haverá os valores do perdedor: à margem da rota do sucesso há uma variada turba de fracassos.   


Prefiro os encontros inusitados, acredito naquele caráter que nos torna completamente desiguais nas relações que se constroem, nas reações extremas das situações adversas nascem as virtudes, o heroísmo; a palavra comunhão não comporta atuações impositivas, mas mesmo assim, ainda prefiro o almoço de domingo.

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