segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A Reforma política e o golpe do PT.

Dentre todas as fraudes institucionalizadas na Constituição Federal de 1988, nenhuma atingiu tão em cheio um número tão grande de brasileiros, quanto o engodo do Artigo 14, parágrafo 1°, inciso I da Carta Magna. Claramente, eu e mais de 51 milhões de brasileiros descobrimos ontem que o voto nunca foi OBRIGATÓRIO, pois nossos legisladores constituintes pintaram um paradigma para diferenciá-los politicamente da ditadura, mas, posteriormente, não inovaram a legislação eleitoral para cumprir o preceito da obrigatoriedade, e claro, graças a isso, a espertalhona da Dilma foi eleita mais uma vez.


De acordo com o levantamento do Tribunal Superior Eleitoral, cerca de 21% dos eleitores cadastrados e aptos a votar não compareceram às seções eleitorais de todo o país em 26 de outubro. Em tempo, a maioria dos analistas políticos, bem como os juízes eleitorais passaram a articular que a abstenção nesse percentual tão alto era um claro recado de desejo de mudança e inconformismo com a ordem política vigente

Não senhores!, ao contrário, estamos diante da oportunidade do legislador omisso emendar a constituição e acabar com a obrigatoriedade do voto, pois sabemos que as penalidades para quem descumpre o exercício democrático do sufrágio não são muito animadoras para se abandonar o sossego do lar e enfrentar os escombros das escolas públicas onde se escodem a maioria das seções eleitorais do Brasil.

Me desculpem os articulistas que não militam pela quebra do paradigma político endêmico que contaminou nosso sistema democrático, mas o único recado que consigo enxergar na abstenção é a postura catatônica e parasitaria de uma parcela da população que não recua, pois no cenário da disputa polarizada entre os dois grupos políticos (PT e PSDB) acerca de 5 eleições seguidas, essa parcela não voltará a votar mesmo, acabou-se a paixão pela política dos discursos mornos e engrupidores, e assim, tal postura passou a ser totalmente favorável a quem esta no comando, no caso o PT a cinco mandatos.

E agora a nossa mandatária, em seu primeiro discurso quer trabalhar pela reforma política, aliás, nos forçar a trabalhar por ela, pois em sua proposta pretende reformar a Constituição Federal pela iniciativa do resultado de uma consulta popular através de um plebiscito ou referendo, nos mesmos moldes que levaram Hugo Chaves e seus asseclas à ditadura constitucional vitalícia, onde a cada dia, um novo golpe fulmina a democracia raquítica da República Bolívar.

Se você faz parte do percentual de 21% daqueles que se absteram do voto, vai se tocar do seu erro em breve, e se não quiser em suas mãos um exemplar rasgado da Constituição Federal, assim como todas as garantias ali estabelecidas sufocadas, evite o golpe plebiscitário a que seremos submetidos em 2015, informe-se, fiscalize e principalmente milite pelo fortalecimento da articulação da oposição, que será a nossa última esperança de evitar uma estátua do Lula beijando a Dilma à frente dos prédios públicos brasileiros.





  

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Não VEJA, leia.

O resultado da eleição de 26 de outubro de 2014, ao que me parece, já esta certo, e a mancha vermelha da tragédia não estará restrita à bandeira petista que será empunhada por Dilma e pelo PT no domingo à noite. Através dos números do processo eleitoral do TSE não restará mais dúvida: o nosso país é constituído por mais de 50% da sua população transitando entre os desonestos e os apáticos desinformados.



Os detratores de VEJA irão me linchar com argumentos da cartilha dos militantes socialistas recém doutrinados, dizendo que a publicação é tendenciosa aos tucanos, e que publica toda a sorte de inverdades por ser elitista e possuir interesses econômicos alinhados com o Aécio.

Na verdade, os revolucionários petistas imitam a ditadura de 1964, ambos abominam a imprensa e o seu dever constitucional de informar sem restrições, pois sabem que a manifestação do pensamento através da notícia põe a prova a validade das suas cartilhas doutrinadoras, gerando a instabilidade social que irá derrubá-los através do voto ou de uma nova revolução, portanto, vamos amordaçar a imprensa e influenciar as demais liberdades.

Idos 30 anos do fim da ditadura, a democracia ofereceu à sociedade uma geração enraizada nos pilares da liberdade de imprensa e de expressão, mas eticamente suscetível a aliar-se a corrupção e a infindáveis ilegalidades com a gestão do dinheiro público, pois se assim não o fosse, a cor da bandeira a ser agitada domingo a noite seria outra, por tais razões insisto: nessas eleições, iremos revelar pra nós mesmos, que possuímos os mesmo valores de quem elegemos. 










quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O movimento #vemprarua de julho de 2013 é mais folclórico que o Carnaval.

Se as manifestações pacíficas de abril a julho de 2013, assim como as invasões e as depredações dos bens públicos no mesmo período não eram por conta dos "20 centavos", com certeza foram por uma #selfie bacana postada nas redes sociais, o que acabou se tornando a única herança do movimento, pois se fosse por ética e mudança política, os resultados das urnas de 2014 não seriam diferentes? 



O brasileiro não deve se surpreender quando a imprensa internacional noticia que somos um país folclórico movido o ano inteiro pela espera do Carnaval, enquanto isso acompanhamos os campeonatos de Futebol pela tv na companhia de uma latinha de Cerveja. 

Sim, devemos assumir que os fatores que mantem a ordem e a fidelidade ao governo são os mesmos de dois milênios atrás, quando a população romana era escravizada pela política do pão e circo dos imperadores perversos, mesmo quando acotovelavam-se em meio a miséria endêmica da periferia.

A política do pão e circo é o mecanismo de mordaça da população enterrada em miséria, mas a convivência entre elas é terminal, o que vale dizer, que inevitavelmente num dado momento o terreno torna-se fértil para uma explosão de movimentos sociais que dissiparão o paradigma vigente, às vezes o substituindo por um modelo ainda pior. 

Melhor então mesmo, que o movimento "vem pra rua" fosse incluído no calendário festivo folclórico nacional, não fosse claro, a devastadora velocidade com que se dispersam a maioria dos modismos comportamentais criados pelas inúmeras redes sociais, que ainda não agregam a comunhão de ideias gestacionadas pela web.








terça-feira, 21 de outubro de 2014

Conhecer o projeto do seu candidato melhora o resultado do exercício democrático.

Por que motivo eu estufo o peito com tanto orgulho ao declarar o meu voto em Aécio Neves?  Certamente a primeira resposta que lhe acometeu foi a MUDANÇA, mas não é.

O eleitor que irá às urnas das seções eleitorais em todo país confirmar o 45 faz parte de um grupo de brasileiros que conheceu de perto o desespero de ver o poder de compra do seu salário ser engolido diariamente pela inflação, ou seja, por preços descontrolados, um fenômeno impulsionado por um Estado ineficaz que gastava mais do que arrecadava com impostos, e tentava equilibrar a conta emitindo moeda sem lastro com a produção econômica.

Os eleitores do Aécio sabem que FHC é o seu mentor, e sabem principalmente que esta sigla carrega a origem da estabilidade econômica adquirida com o plano real, o que possibilitou o verdadeiro Programa de Aceleração de Crescimento em nosso país. 

Os eleitores do Aécio sabem que os membros do seu partido foram os primeiros doutrinadores da redistribuição de renda, tanto a emergencial "daqueles que tem fome agora", quanto da transferência a longo prazo, onde os efeitos do crescimento econômico devem ser sentidos também com a conquista de um sistema de saúde e  de educação de qualidade e com boas oportunidades de trabalho, não apenas com um eterno prato de comida.

E você que não é eleitor do Aécio deveria saber que o BOLSA-FAMÍLIA, um dos principais argumentos do seu voto no 13, é a integração dos programas de transferência direta de renda como o bolsa-escola, o bolsa alimentação e o vale-gás criados por FHC com o propósito de dar segurança ao pai de família que procura um emprego ou profissionalização, e não apenas firmado num assistencialismo que perpetua o seu voto na legenda que apropriou-se dos benefícios pagos com os impostos recolhidos pelo Estado.

À essa altura, se você mudou de opinião e votar no 45, vai perceber que as alianças políticas e econômicas internacionais estarão baseadas em integrações e intercâmbios comerciais e diplomáticos rentáveis ao país, ao contrário dos pactos firmados sobre o saudosismo revolucionário socialista dos governos bolívares de países ditatoriais como Cuba, Venezuela e Bolívia.

Talvez, o eleitor do 45 veja escândalos de corrupção como o Mensalão e o Petrolão no governo tucano, mas certamente não verá o seu presidente venerando caciques criminosos presos, gabando-se dos feitos heroicos "criminosos" do passado, e invertendo os valores éticos na política, pois a corrupção nunca deverá ser o custo a ser suportado para se ter uma boa gestão.














sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Eu sei em quem você votará no dia 26 de outubro.


Eu sei que você votará na Dilma e sente vergonha disso.
Assuma!!! no dia 26 de outubro você irá dirigir-se à zona eleitoral, entrar pálido na cabine de votação, vai olhar para trás e ver se ninguém esta filmando, e dessa forma confirmará o 13, logo após, sairá de lá tão aliviado quanto um motorista infrator sai de uma blitz policial sem ser pego.

É de se esperar que o eleitor da Dilma seja tão apático e astuto quanto ela é, mas apesar disso você sente vergonha de declarar o seu voto porque sabe que ela representa o partido que montou o maior esquema de desvio de dinheiro público da história política recente do Brasil para comprar o voto dos parlamentares "aliados", e você alivia a sua consciência com a filosofia malufista do "rouba mais faz".

Você mentirá que votou no Aécio porque sente vergonha em saber que os principais gestores públicos das estatais mercantilizaram os contratos públicos sujeitos a licitação, e o saldo desse leilão, um verdadeiro produto de crime, nos transforma em receptadores ao endossar a Dilma com mais quatro anos de gestão.

Mas a vergonha para você é mais tolerável, pois os programas sociais do governo estufam a sua barriga com ovo frito, e os subsídios governamentais ajudaram você a conquistar uma casa e um automóvel, e mesmo sujeitando o seu filho a um dos sistemas de educação, de saúde e de segurança mais precários do mundo, você acha que esta fazendo a sua parte mantendo, mesmo que às escuras, a Dilma no poder, pois o seu filho terá casa, carro e comida bancados pelo seu voto.

Não sinta vergonha, assuma! Afinal de contas quem nunca furou um sinal vermelho? Quem nunca encontrou uma carteira jogada à rua e retirou o dinheiro e a devolveu a sorte da via pública? Quem nunca estacionou numa vaga de deficientes sem o ser? E quem nunca ofereceu uma nota de R$ 100,00 a um policial para tentar livrar-se de uma multa? Você tem no sangue a lógica do seu partido e sabe disso.

Um conselho, mesmo saindo com vergonha da seção de votação, mais vermelho do que a bandeira petista, naquele momento em que as pessoas começarem a encará-lo como se soubessem que você votou DILMA, aprenda a lição dada por ela ontem no debate do SBT: grite antes o nome Aécio, na sequência finja uma queda de pressão, pois a saída a francesa, até ela sabe que não dá mais certo.

Status: Num relacionamento sério com o celular.


Ei você! Eu odeio os celulares, sim, odeio! 
Vá lá! Concordo que o ódio é um sentimento pesado, que elimina quase todas as minhas outras virtudes, e com isso passei a ser visto apenas como um pecador irado, mas a verdade é que antes vivi percorrendo o caminho da inveja contra aquele dispositivo, e quando descobri que os SEUS olhos jamais me afagariam com tanta contemplação, e que era visto na  fria perspectiva da figura editada pelo seu display, joguei a toalha! passei a editar o meu mundo também, e aproveitar da zona de conforto de se relacionar com uma máquina, mas não me engano: Eu odeio celulares!