segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Desejo para o Ano Novo: Aprender a Pensar!

Nada mais me intriga, ao mesmo tempo me evolui, do que observar e diferenciar o comportamento autêntico da mera reprodução das convenções sociais nas pessoas às quais convivo, e nesse sentido, nenhum terreno é mais adequado à pesquisa do que ver um conviva frente à uma situação adversa, sobretudo naquele limite que retira o homem comum da zona de conforto onde se acredita habitar, mas que via de regra acaba dimensionando o seu avanço pessoal, ou deflagrando um fracasso biográfico, que por determinismo, outros convivas são seduzidos à repetição.


Se você quer acesso irrestrito ao auto-conhecimento ou a revelação do que habita a intimidade moral do seu par romântico, rompa o seu relacionamento e as hipóteses imprevisíveis se tornarão fatos incontestáveis. Deixar alguns cheques serem devolvidos na sua conta corrente também oferecem uma boa dose de esclarecimento quanto ao que se escondia por trás do sorriso rasgado do seu gerente de contas exclusive. Tempestades e enchentes sempre serão reveladoras quando se forem: não siga o adágio, constate!

Apesar dos sociólogos insistirem o contrário, não habito ao confinamento das colônias de formigas; também não divido os atos da minha vida em papéis a serem negociados em bolsa de valores, portanto, não me conformo com o determinismo, nego a previsibilidade negativa, acredito sim, na eterna reviravolta, mesmo que nos 45 minutos do segundo tempo,  nessa vida não quero conhecer Murphy, e sempre vou abominar os argumentos pseudo-filosóficos místicos que fulminam a ação de previsibilidade objetiva.

Fugirei da sobra letárgica  do senso comum, os adágios estão mortos assim como a língua que lhes deu origem, mas rezo para não deixar de acreditar no amor que sinto e sentiram por mim, que Deus abençoe a minha contradição, Amém!











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